Nasci dia 24 de agosto de 1975. Sou de Franca, interior de São Paulo. Em 1995 entrei na faculdade de Comunicação Social na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e me formei em 1998. Desde então, moro em São Paulo. Ainda cursando a faculdade, fui assistente da fotógrafa Mônica Vendramini, onde iniciei meu interesse pela fotografia.

 
Fiz o Curso de Iluminação Cinematográfica na  FUNARTE, com o Diretor de Fotografia Waldemar Lima, Deus e o Diabo na Terra do Sol. Em 2000, iniciei minha carreira no mercado cinematográfico, na equipe de câmera. Fui vídeo assist, 2ª e 1ª Assistente de Câmera em longas  e curtas metragens de ficção e documentário, e séries de TV. 


Em 2006, fiz assistência de Iluminação Cenográfica para a light designer Lúcia Chedieck em peças como “Vem Vai, o caminho dos mortos”, Cibele Forjaz. 

Em 2010, acompanhei e documentei um projeto social em Lusaka, Zâmbia, onde venho desenvolvendo séries fotográficas e um documentário. Uma experiência intuitiva entre observação, participação e fotografia. Revelar o que o outro me transmitiu. 

De 2012 a 2017 fui convidada para fazer a  orientação fotográfica no “Projeto Aprendiz de Cinema - “Le Cinema centaus de jeu nesse”. Em 2014, fiz o “Curso de Construção e Acompanhamento de Projeto Fotográfico”, com Alexandre Belém e Georgia Quintas, DOC Galeria. Fiz também a Oficina “Pensamento Visual”,  com Carlos Fajardo, Sesc Pompéia.

 

Em 2017, cooperando com o Coletivo Conviva Diferente, realizei  pesquisas com a utilização da fotografia como estímulo ao aprendizado em aulas de português para imigrantes e refugiados. Nesta experiência dei início ao projeto “Cartas que me levam a um outro lugar”, troca de cartas entre brasileiros e os alunos do Coletivo.

Desde 2014 venho realizando trabalhos como diretora de fotografia. Um dos principais projetos foi o documentário “Bixa Travesty” (2017), premiado em alguns festivais como Melhor Documentário Teddy Awards, Festival de Berlim; Melhor Filme e Prêmio de Audiência, Mostra La Ploma Valencia, Espanha.

A fotografia e o cinema documental fazem parte da minha vida. Procuro histórias com minha percepção e minha forma de olhar,  através da câmera. Hoje percebo como meu trabalho fotográfico é influenciado por características cinematográficas que intencionam o registro documental do movimento como frames de um filme em busca de um desdobramento ou  síntese dos registros captados. Os sentidos se aguçam quando estamos fora do meio sócio cultural onde vivemos. A oportunidade de exercitar meu olhar através das imagens que capto pelo mundo e carregá-las de experiências e significações me coloca como intermediária de processos entre a lente e a vida ao meu redor. É o que me interessa e o que me torna uma fotógrafa. Encontrar a semelhança e a diferença em cada cultura, em cada sociedade , em cada ser. Trabalhar o desapego de mim mesma e entrar dentro do processo de vivenciar, observar, para então, poder fotografar e filmar.

© 2018 Karla da Costa

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